TRATAMENTO CLÍNICO DA APENDICITE AGUDA: RELATO DE CASO

Barbara Alves Rhomberg, Mayra Moraes Barros Silva, Daniel Dantas De Oliveira, Guines Antunes Alvarez, Monica Mazzurana Benetti, João Paulo Pinheiro Ortega, Heitor Franco De Godoy, Bruno Barreiro, AMER ABDUL BASSET EL KHATIB

Resumo


INTRODUÇÃO: A apendicite aguda é uma causa comum de dor abdominal aguda e a causa mais freqüente de cirurgia abdominal de emergência. Sabe-se que seu manejo tradicional é a apendicectomia, mas que o uso de antibióticos apresenta papel fundamental no seu manejo seja como antibioticoterapia ou somente na profilaxia. O objetivo desse relato é apresentar caso clínico de paciente com apendicite aguda tratada clinicamente e discutir aspectos relevantes.

 

CASO: I.U.D.S, masculino, 58 anos, hemofílico, diabético, ex-etilista/tabagista deu entrada no pronto socorro com queixa de dor abdominal, em fossa ilíaca direita há quatro dias. Negava alteração do hábito intestinal, náuseas, vômitos, febre e/ou disúria. Ao exame físico apresentava abdome plano e doloroso à palpação da fossa ilíaca direita com massa palpável endurecida na mesma região, ruídos hidroaéreos diminuídos e descompressão brusca negativa. Também era evidente a presença de hérnia inguinal bilateral sem sinais de encarceramento. A primeira hipótese diagnóstica foi tumor de cólon direito e para tal finalidade diagnóstica solicitou-se tomografia de abdome. Esta apresentou laudo sugestivo de apendicite aguda bloqueada. Optou-se por tratamento não operatório, visando diminuir complicações devido condição hemofílica do paciente, além do mesmo apresentar-se clinicamente estável, sem sinais de sepse grave, plastrão palpável e com pequena coleção bloqueada. Foi iniciado antibioticoterapia com Ceftriaxone e Metronidazol por sete dias e o paciente teve evolução clínica satisfatória. Realizou-se tomografia computadorizada de controle ao final desse período que apresentou melhora radiológica significativa em comparação com exame anterior. Nesta data, o paciente teve alta com prescrição de Ciprofloxacino e Metronidazol por via oral, além de ser orientado a retornar em sete dias para controle tomográfico. Ao retorno, o paciente permanecia assintomático e a tomografia computadorizada não evidenciou sinais inflamatórios ou infecciosos, demonstrando resolução radiológica e clínica com o uso de antibioticoterapia.

 

CONCLUSÃO: O manejo da apendicite aguda permanece controverso, tanto na discussão da necessidade ou não de cirurgia quanto em relação à via de acesso, laparoscópica ou aberta. Até o momento, sabe-se que a escolha do tratamento dependerá das características clínicas de cada paciente e dos recursos disponíveis e que, o tratamento não cirurgico da apendicite como única estratégia, tem como objetivo reduzir os custos e diminuir as complicações relacionadas à cirurgia ou à ressecção do órgão.

 

PALAVRAS-CHAVES: apendicite, apendicectomia, antibióticos, cirurgia


Palavras-chave


apendicite, apendicectomia, antibióticos, cirurgia

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