PREMATURIDADE ELETIVA E AS SUAS REPERCUSSÕES PERINATAIS NAS SÍNDROMES HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO

Naiara Barbosa Franco Marra, Diego Wallace Nascimento, Francisco Lázaro Pereira de Sousa, Maria Renata Lopes Natale Paltronieri, Rogério Rogério Gomes dos Reis Guidoni, Sérgio Floriano de Toledo, Vivian Macedo Gomes Marçal, Jose Marcelo Garcia

Resumo


Objetivo: Identificar as repercussões neonatais a curto prazo decorrentes da decisão da parturição prematura em gestantes hipertensas motivada por complicações maternas e/ou fetais.

Método: Estudo transversal, envolvendo 86 gestantes hipertensas internadas no Hospital Guilherme Álvaro em Santos, entre período de janeiro de 2005 a dezembro de 2007 e outubro de 2009 a julho de 2011, e que foram submetidas ao parto prematuro.

Resultados: Os mais prevalentes foram: a pré-eclâmpsia sobreposta como expressão clínica (43%).A idade gestacional do parto foi de 32 a 34 semanas de gestação em 47,7%, com peso de nascimento entre 1500g a 2500g (45,3%) e a corticoterapia não foi realizada em 55,8%. Os RNs necessitaram de UTI neonatal em 78,6%, com tempo de internação superior a 28 dias (33,3%). As complicações neonatais mais frequentes foram síndrome do desconforto respiratório (69%), icterícia (38,1%), sepse (17,9%) e hipoglicemia (14,3%), ocorrendo cinco casos de óbito neonatal intrahospitalar.

Conclusão: As síndromes hipertensivas na gestação necessitam diagnóstico precoce e avaliação materno-fetal minuciosa na tentativa de antever possível evolução para formas mais graves e amenizar os danos da prematuridade. O neonato de mãe hipertensa apresenta risco substancial de complicações precoces que podem causar internação hospitalar prolongada, óbito e predispor a sequelas tardias, constituindo-se em um desafio para os sistemas de saúde e econômico do país.


Palavras-chave


hipertensão gestacional; prematuridade; complicações neonatais; parto; pré-eclâmpsia

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