USO DE TERAPIA DE PRESSÃO NEGATIVA PARA FECHAMENTO DE PAREDE ABDOMINAL: RELATO DE CASO

Barbara Alves Rhomberg, Mayra Moraes Barros Silva, Monica Mazzurana Benetti, Guines Antunes Alvarez, Joao Paulo Pinheiro Ortega, Rodrigo Golçalves Silva, Robson Parreira de Morais Junior

Resumo


INTRODUÇÃO: A terapia de pressão negativa auxilia na aproximação e cicatrização de tecidos, reduzindo o edema tissular e exsudato inflamatório, aumentando a perfusão na região e estimulando a formação de tecido de granulação. Sendo cada vez mais utilizada no tratamento da síndrome compartimental abdominal e das peritoniostomias.

CASO: R.C.O.S, 20 anos, procedente de Praia Grande, procurou atendimento devido a dor abdominal em cólica há quatro meses, acompanhada de diarréia mucossanguinolenta, náuseas, vômitos, febre e perda ponderal de 18kg neste período. Paciente com diagnóstico de doença inflamatória intestinal (DII) em uso de Mesalazina há dois meses, com piora progressiva do quadro. Optou-se pela introdução de antibioticoterapia associada a corticoterapia e manutenção da Mesalazina. No sétimo dia de internação evoluiu com enterorragia,  necessitando de hemotransfusões. No oitavo dia de internação iniciou Azatioprina e Hidrocortisona, porém mantendo enterorragia e instabilidade hemodinâmica após múltiplas transfusões. Optado por abordagem cirúrgica: colectomia subtotal com ileostomia à Brooke via laparotômica, preservando cinco centímetros de cólon sigmóide. No nono dia de pós-operatório apresenta secreção purulenta abundante em ferida operatória (FO) e enventração, quando foi indicada reabordagem cirúrgica para ressutura de parede abdominal. Durante o procedimento foi evidenciada grande quantidade de líquido livre na cavidade. Paciente apresentou piora do quadro infeccioso e no décimo dia de pós-operatório, introduziu-se carbapenêmico, porém sem resultado.  Evoluindo com saída de secreção purulenta pela ferida operatória no 12º PO, quando foi submetido a reabordagem cirúrgica, evidenciando pus em região pélvica, perihepática, periesplênica e gástrica, realizando lavagem da cavidade e locando dreno em pelve e leito hepático. No segundo dia de PO da relaparotomia para lavagem da cavidade abdominal, foi submetido a nova reabordagem cirúrgica para realização de lavagem e colocação de curativo à vácuo. Realizado troca de curativo com lavagem da cavidade e aproximação das bordas após dois dias. Após 48h foi submetido à retirada de curativo à vácuo com fechamento da parede abdominal e locação de dreno portovac em pelve. No sétimo dia de PO da retirada do curativo à vácuo e fechamento da parede abdominal, paciente evoluiu com boa resposta ao tratamento clínico e segue em acompanhamento ambulatorial.

CONCLUSÃO: Há poucos dados na literatura sobre a terapia de pressão negativa. Percebe-se muitas variações nas técnicas de terapia de pressão negativa, o que dificulta a interpretação de resultados reportados. Trata-se de uma modalidade terapêutica promissora, porém ainda em desenvolvimento.

PALAVRAS-CHAVES: síndrome compartimental abdominal, fechamento abdominal temporário, terapia de ferida de pressão negativa, terapia de fechamento associada à vácuo, doença inflamatória intestinal, colite ulcerativa


Palavras-chave


síndrome compartimental abdominal, fechamento abdominal temporário, terapia de ferida de pressão negativa, terapia de fechamento associada à vácuo, doença inflamatória intestinal, colite ulcerativa

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