Raiva: aspectos epidemiológicos, controle e diagnóstico laboratorial

Felipe Gouvêa de Lima, Luiz Henrique Gagliani

Resumo


A raiva é uma enfermidade infecto-contagiosa muito antiga, que acomete os mamíferos e principalmente o homem. Tem como seu principal transmissor o cão, seguidos pelos morcegos hematófagos que é a principal preocupação na transmissão da raiva para os herbívoros. Epidemiologicamente, a raiva ainda é agravante em países menos industrializados, tendo a raiva urbana como principal fonte de infecção pro homem. No Brasil, a raiva é considerada endêmica, tendo o Norte, Nordeste e Sudeste como áreas mais preocupantes. O causador da doença é um vírus RNA do gênero Lyssavirus, que invade o sistema nervoso central gerando uma encefalomielite aguda fatal. O animal infectado apresenta mudanças de comportamento como sialorréia, latido rouco, agressividade e logo em seguida para de beber água e comer devido a paralisação do nervo faríngeo. No homem a doença inicialmente se caracteriza com ansiedade, inquietude, alucinações, comportamento bizarro; que vão se agravando até chegar às convulsões, parada cardíaca e morte cerebral. A raiva somente é confirmada com o diagnóstico laboratorial, através de técnicas histológicas sistema nervoso central, provas sorológicas e identificação do vírus. Para prevenção, a informação para população sobre agente etiológico, modo de transmissão, vetores animais, e controle ainda é o caminho para acabar com possíveis surtos, principalmente por nos últimos anos terem aumentado a transmissão de raiva humana por morcegos hematófagos, que ainda não é muito alertado a população.

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