Uso de Hidroxicloroquina e Doxiciclina na Alopecia Frontal Fibrosante: Revisão de Estudos Retrospectivos

Gabriella Omizzolo Pereira Vieira, Laryssa Corrêa Sampaio, Sandra Lopes Mattos Dinato

Resumo


Introdução: A alopecia frontal fibrosante (AFF) é uma alopecia cicatricial linfocítica primária que acomete principalmente mulheres caucasianas pós-menopausadas. Caracteriza-se por regressão progressiva da linha capilar frontal, podendo envolver supercílios, axilas e região inguinal. Sua etiopatogenia é incerta, envolvendo fatores hormonais, autoimunes, genéticos e ambientais. Apesar do aumento da incidência, não há terapias padronizadas, sendo a hidroxicloroquina e as tetraciclinas, especialmente a doxiciclina, amplamente utilizadas por seus efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores. Objetivo: Revisar a literatura sobre o uso da hidroxicloroquina e das tetraciclinas na AFF, comparando eficácia, segurança e impacto na estabilização da doença. Métodos: Realizou-se revisão narrativa nas bases PubMed, Google Scholar e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2010 e 2025 que abordassem o uso dessas drogas em AFF. Foram excluídos estudos experimentais, in vitro e relatos sem acompanhamento clínico. Resultados: A hidroxicloroquina foi a medicação sistêmica mais empregada, com estabilização em 59% a 69% dos casos e resposta após 6 a 12 meses. Os eventos adversos foram raros, destacando-se a retinopatia. As tetraciclinas, principalmente a doxiciclina, mostraram eficácia mais modesta e papel adjuvante, sobretudo em casos com inflamação perifolicular. Comparativamente, a hidroxicloroquina apresentou melhor tolerabilidade, enquanto as tetraciclinas se associaram a efeitos gastrointestinais e fotossensibilidade. Conclusões: A hidroxicloroquina se destaca como a opção sistêmica mais eficaz e segura na AFF. As tetraciclinas permanecem úteis como adjuvantes em casos selecionados. A escassez de ensaios clínicos controlados ressalta a necessidade de novos estudos para padronização terapêutica e manejo baseado em evidências.

 

Palavras-chave:
Alopecia frontal fibrosante. Hidroxicloroquina. Doxiciclina. Tetraciclinas. Alopecia cicatricial.


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