Linfoma não Hodgkin e o SUS: uma revisão narrativa sobre diagnóstico tardio e desigualdades no acesso ao tratamento oncológico
Resumo
O linfoma não Hodgkin (LNH) constitui um grupo heterogêneo de neoplasias malignas do sistema linfático, caracterizado por amplo espectro de comportamento clínico e prognóstico. Apesar dos avanços em seu tratamento, o prognóstico da doença está diretamente relacionado com o tempo oportuno de seu diagnóstico e intervenção e, portanto, é influenciado por fatores estruturais e organizacionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, as principais barreiras ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno do LNH no sistema público de saúde brasileiro. A busca bibliográfica foi realizada em bases de dados contendo artigos científicos, abrangendo publicações entre 2010 e 2025, em português e inglês. Foram incluídos artigos, revisões e documentos oficiais que abordassem o atendimento a pacientes com LNH no SUS. Os resultados indicaram atrasos significativos no diagnóstico e início da terapêutica, decorrentes da má distribuição de profissionais e recursos, deficiência na capacitação médica para suspeição e diagnóstico da doença, carência de infraestrutura e desigualdade regional na oferta de serviços especializados. Conclui-se que o mau prognóstico do LNH no Brasil não se deve apenas à natureza biológica da doença, mas também às limitações estruturais e sociais que comprometem os princípios de universalidade, equidade e integralidade do SUS.
Palavras-chave: “linfoma”, “atendimento em saúde”, “assistência oncológica”, “Sistema Único de Saúde”, “SUS”, “lymphoma”, “non-Hodgkin lymphoma”, “health care” e “public health system”
Apontamentos
- Não há apontamentos.