Taxa de endoftalmite comparada entre métodos de cirurgia de catarata
Resumo
Introdução: A catarata é definida como a opacificação do cristalino que leva à perda visual, sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo. A cirurgia é indicada quando o comprometimento visual interfere nas atividades diárias. A endoftalmite pós-operatória é uma complicação intraocular grave devido ao seu potencial devastador para a visão. Objetivo: Analisar as taxas de endoftalmite entre as diferentes técnicas cirúrgicas de catarata. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca nas bases de dados MEDLINE (PubMed), Embase, Cochrane e LILACS, sem restrição de tempo. Foram incluídos estudos e revisões sistemáticas que abordaram endoftalmite após cirurgia de catarata. Resultados: Nove estudos foram incluídos, totalizando 1.073.611 cirurgias. As técnicas avaliadas foram Facoemulsificação, Extração Extracapsular (ECCE) e Cirurgia Manual de Pequena Incisão (MSICS). As taxas de endoftalmite variaram de 0,012% a 1,13%. A Facoemulsificação, técnica mais moderna e com incisões menores, apresentou as menores taxas (0,012%–0,102%), seguida da MSICS (0,02%–0,048%) e da ECCE (0,049%–1,13%). O Staphylococcus epidermidis foi o agente etiológico mais frequente. Estratégias profiláticas multifatoriais, especialmente o uso de antibióticos intracamerais, mostraram-se associadas à redução da infecção. Conclusão: A Facoemulsificação é atualmente a técnica mais utilizada e está associada às menores taxas de endoftalmite pós-operatória em comparação às técnicas mais antigas (ECCE e MSICS). A prevenção depende de um conjunto de medidas, como técnica asséptica rigorosa, uso adequado de antissépticos e cuidado durante o ato cirúrgico.
Palavras-chave: Endoftalmite; Facoemulsificação; Cirurgia de Catarata; Extração Extracapsular.
Texto completo:
PDFApontamentos
- Não há apontamentos.