Farmacogenética dos anticoagulantes orais diretos: impacto de variantes genéticas na eficácia e segurança terapêutica
Resumo
Este estudo descritivo in silico investigou variantes genéticas associadas à resposta terapêutica aos anticoagulantes orais diretos (DOACs): dabigatrana, apixabana, rivaroxabana e edoxabana. Foram analisados os genes ABCB1, CES1, ABCG2, CYP3A4, CYP3A5, SLCO1B1, F2 e F5 na base de dados dbSNP/NCBI (maio–agosto/2025), com foco em polimorfismos patogênico do tipo missense e drug response. Identificaram-se 53 variantes potencialmente relevantes, sendo os genes ABCB1, CES1, ABCG2, CYP3A5 e SLCO1B1 associados à resposta aos DOACs. Entre os principais achados, ABCB1 rs1045642 e rs3842 foram relacionados ao risco aumentado de sangramento; CES1 rs2244613 e rs71647871 (G143E) à falha terapêutica; ABCG2 rs2231142 à elevação de níveis plasmáticos; e CYP3A5 rs776746 à redução da concentração de rivaroxabana. Em contraste, CYP3A4, SLCOB1, F2 e F5 não demonstraram correlação significativa. Apesar da heterogeneidade dos resultados, os dados reforçam que variantes genéticas modulam a absorção, o metabolismo e o transporte dos DOACs, influenciando eficácia e segurança. A ausência de diretrizes farmacogenéticas e de validação multicêntrica limita a aplicabilidade clínica imediata, ressaltando a importância de estudos populacionais amplos para incorporar a farmacogenética à prática da anticoagulação personalizada.
Palavras-chave: Anticoagulantes orais diretos; Farmacogenética; Polimorfismo genético;
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