Avanços e Desafios na Engenharia Tecidual para Regeneração Cutânea: Uma Revisão das Estratégias Celulares e Biomateriais
Resumo
Introdução: A pele, maior órgão do corpo humano, exerce funções essenciais de proteção, regulação e sensibilidade. Lesões extensas, como queimaduras e úlceras crônicas, representam desafio clínico significativo, frequentemente associadas à cicatrização inadequada e perda funcional. A Engenharia Tecidual surge como uma abordagem promissora ao desenvolver substitutos cutâneos bioengenheirados capazes de mimetizar a estrutura e a função da pele nativa, superando limitações dos enxertos autólogos e alógenos. No entanto, a regeneração cutânea continua a enfrentar entraves, como vascularização insuficiente, heterogeneidade dos modelos experimentais e barreiras à translação clínica. Objetivo: Revisar e sintetizar os avanços recentes e os principais desafios na aplicação de estratégias celulares e biomateriais na Engenharia Tecidual para regeneração cutânea, com ênfase em inovações envolvendo scaffolds, terapias celulares e sistemas de liberação de fatores bioativos. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, abrangendo publicações dos últimos cinco anos, com os descritores “tissue engineering”, “skin regeneration”, “biomaterials” e “cell therapy”. Incluíram-se artigos originais, revisões e estudos translacionais que abordassem biomateriais, células, fatores bioativos e estímulos físicos, selecionados conforme relevância e qualidade metodológica. Resultados: Quinze artigos atenderam aos critérios de inclusão. Hidrogéis multifuncionais e scaffolds biomiméticos apresentaram melhor desempenho em vascularização e epitelização. Estratégias celulares com células-tronco mesenquimais (MSCs) e seus exossomos demonstraram potencial na modulação inflamatória e na angiogênese. A bioimpressão 3D destaca-se como tecnologia emergente para criação de substitutos cutâneos personalizados. Conclusão: Combinações híbridas de scaffold + hidrogel + célula/exossomo + fator bioativo mostraram maior eficácia regenerativa. Entretanto, a padronização metodológica e os ensaios clínicos de longo prazo ainda são necessários para consolidar a translação clínica da Engenharia Tecidual cutânea.
Palavras-chave: Engenharia Tecidual. Medicina Regenerativa. Alicerces Teciduais. Hidrogéis. Exossomos.
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